PT de Mato Grosso pede policiamento em diretórios e comitês de partidos da Federação
Partidos de Federação solicitam policiais em suas instalações para garantir a segurança de eleitores e candidatos.

Marcos Melo
O presidente do Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso (PT-MT) e deputado estadual Valdir Barranco (PT,) apresentou um pedido à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) e ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) pedindo a presença de força policial nos diretórios e comitês eleitorais do PT, PV e PCdoB, siglas componentes da Federação Brasil da Esperança.
Também presidente da Federação no estado, Barranco defendeu que o objetivo do ofício é garantir a segurança dos candidatos e candidatas, apoiadores e demais eleitores que ficam nas instalações. “Nós sabemos que a polarização das eleições deste domingo, dia 2 de outubro, está causando fortes e criminosas situações em todo o Brasil. Pensando na proteção de todos e todas, é que nós pedimos o policiamento nas instalações dos partidos”, disse o parlamentar.
Candidato à reeleição, o deputado disse ainda que os referidos ataques ferem estrategicamente e diretamente os eleitores de esquerda e a democracia. “As inúmeras tentativas de intimidação são divulgadas diariamente pela imprensa, inclusive com morte e depredação de bens. Tudo isso se acirrará ainda mais nessa reta final, por isso o Poder Público deve agir de maneira firme e veloz, para evitar futuros atos criminosos”, apontou.
Barranco também lembrou que todo esse clima de ódio e raiva pode fazer com que muitos eleitores deixem de votar no próximo domingo. “Muitas pessoas podem se sentir acoadas e com medo, fazendo com que deixem de exercer o seu papel de cidadão e votar no candidato que melhor lhes agrada. Não podemos permitir que isso aconteça. O Estado precisa assegurar que todos e todas possam ir votar e voltar para casa em segurança”, finalizou.
Crimes de ódio
O deputado lembrou os dois casos mais recentes de assassinato por ódio político no Brasil, o primeiro ocorrido no município de Confresa (1167 km de Cuiabá) no dia 7 de setembro, quando Benedito dos Santos, eleitor de Lula, foi morto a golpes de faca e machado por Rafael de Oliveira, apoiador de Bolsonaro, após uma discussão política entre ambos na zona rural da cidade.
O outro assassinato, ocorrido em julho, em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi quando Jorge Guaranho, um apoiador do presidente da república, invadiu uma festa de aniversário de 50 anos de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT do município e eleitor de Lula, que tinha como o tema o Partido dos Trabalhadores (PT), e matou a tiros o rapaz.
Ambos os assassinos estão presos. Jorge Guaranho está preso e é réu por homicídio duplamente qualificado. Já Rafael, responde por crime triplamente qualificado por motivo fútil e meio cruel. A Justiça determinou que ele passe por teste de sanidade mental.
Pedro Velasco
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