Projeto quer capacitar profissionais do SAMU para atendimento à deficientes auditivos
Objetivo é ofertar um atendimento mais humanizado para todos os mudos do nosso Estado, que enfrentam dificuldades na hora de receber os primeiros socorros
Comunicar-se é uma necessidade básica, mas nem por isso se dá de forma eficaz para todos. Os deficientes auditivos, por exemplo, são os que mais enfrentam dificuldades nesse processo. Pensando nisso, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) elaborou o Projeto de Lei 665/2021 que viabiliza a realização do curso de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais, para todas as equipes médicas de plantão que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Mato Grosso.
Para o parlamentar essa é uma maneira de nós fortalecermos a rede de atenção à pessoa com deficiência através da inclusão. “Esporadicamente o SAMU atende esses pacientes e a comunicação fica impossibilitada porque o socorrista não consegue compreender ou fazer perguntas adequadas para saber como ele se sente. Mas com a capacitação desses profissionais, iremos garantir a acessibilidade no serviço e, consequentemente, um atendimento com mais qualidade”, disse Barranco.
A proposta objetiva dar um atendimento humanizado ao deficiente auditivo, haja vista que a maioria dos profissionais do SAMU não recebe treinamento do Estado para lidar com esse público tão esquecido e importante da nossa sociedade. “Foi pensando nesta dificuldade que decidimos desenvolver esse PL. O curso será totalmente adaptado para a linguagem de sinais voltados para a área da saúde. Assim, será possível que o profissional entenda, por exemplo, o que paciente surdo está sentindo, se tem doenças crônicas ou alergia a medicamento. Estas informações são cruciais para um atendimento qualificado”, explica o deputado.
A Libras é a segunda Língua oficial do Brasil desde 2002, conforme a lei n° 10.436 e decreto 5.626/05. Quem estuda a Libras percebe que a comunidade surda é isolada, pois a sociedade ainda não está adequada para incluí-lo, e em um atendimento de urgência, essa barreira na comunicação pode custar a própria vida do paciente. Mesmo assim, ela é desconhecida, na maioria das vezes, pelos profissionais de saúde, principalmente os que trabalham como socorristas em ambulância, não havendo intérpretes disponíveis à assistência do deficiente auditivo, fazendo com que a dificuldade e a demora pelo atendimento se arraste até a chegada de um intérprete.
Pedro Velasco
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