Projeto assegura atendimento psicológico às mulheres mastectomizadas em MT
Autor da proposta, deputado Barranco defende rede de apoio e troca de experiências entre as participantes do programa
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Projeto de Lei nº 1134/2021, que dispõe sobre a disponibilização de assistência psicológica às mulheres mastectomizadas no estado.
O parlamentar argumenta que entre as complicações mais comuns enfrentadas pelas pacientes após a mastectomia estão o desenvolvimento de profunda tristeza, isolamento social, ausência de autoestima e sensação de deformação física pela perda de um membro do seu corpo. “Tais consequências, se tratadas adequadamente, podem evitar que o problema, uma vez instalado, evolua para o quadro mais grave. Tão importante quanto a cirurgia, a intervenção psicológica na pós-mastectomia é essencial”, justificou o deputado autor.
De acordo com o PL, a assistência psicológica será realizada de acordo com o quadro clínico de cada paciente, cabendo aos profissionais de saúde definir que técnica de intervenção será aplicada, bem como o número de sessões a serem ministradas. Além disso, permite ao Poder Público celebrar parcerias ou convênios com os municípios, com o objetivo de ampliar a rede de atendimento no interior do Estado.
Barranco ainda alertou que quando uma mulher é mastectomizada ela se sente mutilada e rejeitada no âmbito social e também em sua casa, já que inúmeros estudos apontam elevado número de divórcios após o procedimento de retirada da mama. “Existe uma rejeição, existe preconceito nos relacionamentos, e o mais grave, a reconstituição mamária ainda não está sendo permitida pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, declarou o deputado.
Em contrapartida, algumas pesquisas mostram que as mulheres com câncer de mama, incluindo as que passaram pela experiência da Mastectomia, submetidas ao acompanhamento psicológico obtêm ganhos significativos, tais como melhora no estado geral de saúde, melhora na qualidade de vida, melhor tolerância aos efeitos adversos da terapêutica oncológica (cirurgia, quimioterapia e radioterapia) e melhor comunicação entre paciente, família e equipe.
Pedro Velasco
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