“Política de Prevenção da Saúde à Doença de Vitiligo” chega para auxiliar os pacientes e combater o preconceito

“O SUS têm de oferecer todas as medidas e tratamentos possíveis para todas as pessoas acometidas por essa doença”

“Política de Prevenção da Saúde à Doença de Vitiligo” chega para auxiliar os pacientes e combater o preconceito

Com o objetivo de conscientizar, auxiliar e combater o preconceito contra as pessoas portadoras de Vitiligo, doença que causa a despigmentação da pele na forma de manchas, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) desenvolveu um Projeto de Lei para criar e estabelecer a “Política de Prevenção da Saúde à Doença de Vitiligo em todo Estado de Mato Grosso”.

O PL 163/2020, já aprovado em 1ª votação, durante a 21ª Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa, tem como maiores missões a de conscientizar as pessoas sobre a doença, potencializar as ações continuamente desenvolvidas pelo Poder Executivo, assim como dar seguimento e intensificar a divulgação das diretrizes do programa para ampliar o seu alcance e sensibilizar a população.

“Elaboramos esse projeto pensando nas pessoas que sofrem e tem de conviver o seu dia a dia e vida com o Vitiligo. Como é uma doença visível à todos, as pessoas que acometem dela sofrem muito preconceito e olhares de todos. Me nego a acreditar que, em pleno 2021, o prejulgamento ainda permeie pela sociedade, ainda mais em pessoas acometidas por uma doença tão grave”, disse Barranco.

Na composição do projeto, fica à cargo do Sistema Único de Saúde (SUS) o serviço de oferecer avaliações médicas periódicas, realização de exames clínicos e laboratoriais, assim como campanhas anuais de orientação, prevenção e tratamento. Mas todas essas atribuições podem e devem ser divididas através da cooperação técnica entre os municípios.

“É obrigação do Estado ofertar tudo que há de melhor para essas pessoas. Infelizmente ainda não existe cura para o vitiligo, mas já há algumas medidas que podem diminuir as manchas no corpo e até mesmo evitar o surgimento de novas manchas. Além disso, devido as lesões provocadas pela doença impactarem diretamente na qualidade de vida, recomenda-se o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento. E o Estado, juntamente com o SUS, devem oferecer esses tratamentos e medidas afim de melhorar a autoestima dos pacientes”, finalizou Barranco.

VOCÊ SABE O QUE É O VITILIGO?

O vitiligo é uma doença de origem genética e não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele, e afeta mais de um milhão de pessoas no Brasil. A doença que ainda não tem causa definida, mas está associada a fenômenos autoimunes, estresse físico, ansiedade e traumas emocionais, pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10 a 15 anos e 20 a 40 anos.

Por se tratar de uma doença cutânea de características óbvias, o seu diagnóstico clínico acaba se tornando mais um fator que confirmará a doença. Existem inúmeras opções terapêuticas para o vitiligo, a saber: corticosteroides, imunomoduladores, helioterapia, PUVA e enxertos cirúrgicos. Esteroides têm sido usados para remover as, manchas brancas, porém não são muito eficientes. Outro tratamento mais radical é tratar quimicamente para remover todo o pigmento da pessoa para que a pele fique mais uniforme.

Pedro Velasco

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