“Não adianta achar que vamos derrubar floresta e plantar soja”, diz Barranco

O argumento refere-se sobre saída da Amazônia Legal

“Não adianta achar que vamos derrubar floresta e plantar soja”, diz Barranco

O deputado estadual licenciado Valdir Barranco (PT), candidato ao Senado nas eleições suplementares que acontecem em novembro, rebateu a fala do deputado federal Juarez Costa (MDB), que disse que é a favor da retirada de Mato Grosso da Amazônia Legal. Para Barranco, esta questão já está superada. “Não adianta achar que nós vamos derrubar toda a floresta amazônica para plantar soja e criar boi”, disse.

A fala de Juarez foi feita em entrevista na última segunda-feira (28). Ele afirmou, ainda, que pensou em entrar com um Projeto de Lei na Câmara dos Deputados com este pedido. Segundo ele, Mato Grosso foi “colocado” na Amazônia Legal para poder participar de linhas de financiamento como o Finame e o Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), mas que ganha muito mais podendo produzir. Além de deputado, ele é também candidato à prefeitura de Sinop (500km de Cuiabá).

“Eu acho que essa discussão de Mato Grosso deixar a Amazônia Legal já é superada”, rebateu barranco na quarta-feira (30). “Já tivemos essa discussão há 10 anos, não conseguiu passar, não ganhou força, e não ganhará, então não adianta achar que nós vamos derrubar toda a floresta amazônica para plantar soja e criar boi. Temos que ter a consciência de que isso acontecerá de maneira simultânea, integrada e com respeito, tanto à biodiversidade, à sustentabilidade, quanto à produção de grãos ou de proteína animal”, disse.

No dia em que lançou sua campanha ao Senado, Barranco afirmou que uma de suas lutas será pela reforma tributária e, inclusive, a tributação de agricultores com uma revisão da Lei Kandir. “Nós temos aqui no estado 180 mil propriedades rurais, dessas apenas quatro mil são propriedades grandes e só 81 são propriedades realmente de latifúndio. Então são esses os grandes beneficiários e eles estão desonerados de pagar impostos em função da exportação. Nós queremos trabalhar para criarmos aqui oportunidades para os pequenos, para a agricultura familiar, que defenda esses que estão abandonados, mas também para que o agronegócio possa continuar produzindo, gerando superávit para o país, mas industrializando aqui, gerando emprego e impostos", afirmou, dia 16 de setembro.

Na quarta-feira (30), ele reiterou que é necessária uma união entre sustentabilidade e produção. “O que nós precisamos compreender é que ninguém é contra o meio ambiente e ninguém é contra o desenvolvimento. Nós precisamos fazer com que haja um caminhar integrado entre o desenvolvimento e a sustentabilidade. Não é possível de outra maneira. Por exemplo, os grandes produtores de grãos sabem, eles têm consciência, inclusive em cláusulas contratuais, que eles têm que respeitar os recursos naturais, sob pena de não conseguirem vender seus produtos. Eles sabem que se nós devastarmos o nosso meio ambiente e sucumbir com os recursos naturais, eles não terão os mananciais que são tão importantes para a irrigação, por exemplo”, afirmou.

Isabela Mercuri e Max Aguiar - Olhar Direto

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