Deputado Valdir Barranco participa de lançamento da Jornada Universitária pela Reforma Agrária e reforça luta contra violência no campo
Parlamentar esteve na UFMT em atividade do MST que marcou os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás e defendeu a democratização da terra como pauta urgente para o Brasil
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) participou, nesta sexta-feira (17), do lançamento da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA), realizado no auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A atividade, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), integra a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, que acontece em todo o país entre os dias 13 e 17 de abril, com o lema “Basta de violência contra os povos e a natureza! 30 anos de Carajás” .
A abertura foi marcada pela mesa redonda “Terra, Sangue e Resistências: Memória e Luta dos Povos em Mato Grosso”, em um ambiente de forte emoção e resgate histórico. O encontro também relembrou os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, quando 21 trabalhadores rurais foram assassinados pela Polícia Militar durante uma marcha por reforma agrária. Mesmo com a repercussão nacional e internacional, a impunidade marcou o caso, com poucos responsáveis efetivamente punidos, evidenciando a permanência da violência estrutural no campo brasileiro .
Durante sua fala, Barranco fez um discurso contundente em defesa da reforma agrária e contra a desigualdade fundiária no país. “Não existe democracia verdadeira em um país onde 1% dos proprietários concentra quase metade das terras, enquanto milhares de famílias seguem acampadas esperando por dignidade. O Massacre de Eldorado dos Carajás não é apenas memória, é uma denúncia permanente de um modelo injusto, violento e excludente. É o retrato de um Estado que falhou com o seu povo e que, ainda hoje, permite que a violência no campo continue sendo uma realidade cruel para trabalhadores, indígenas e comunidades tradicionais. Nós não podemos naturalizar isso.”
O parlamentar também destacou o papel das mobilizações nacionais e da juventude na continuidade da luta. “A Jornada de Lutas não é só um ato simbólico, ela é denúncia, organização e construção de um novo projeto de país. É nas universidades, como aqui na UFMT, que a gente fortalece a consciência crítica, conecta a juventude com as lutas populares e constrói caminhos para superar esse modelo que concentra riqueza, destrói a natureza e nega direitos. A reforma agrária é essencial para garantir soberania alimentar, justiça social e um futuro sustentável para o Brasil. E essa é uma luta que não vai parar.”
Barranco participou da atividade ao lado de importantes referências, como Egydio Schwade, missionário e um dos fundadores do CIMI e da CPT; Itelvina Masioli, dirigente do MST Mato Grosso; Mirian Sewo, do PRONERA; Camila Salles, professora da UFMT; o superintendente estadual do MDA, Nelson Borges; e Cristiano Apolucena Cabral, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), além de trabalhadores e trabalhadoras rurais, representantes de povos indígenas, estudantes e a comunidade em geral.
A Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária integra um conjunto de ações realizadas em todo o país, incluindo marchas, audiências, atos políticos e iniciativas de solidariedade, com o objetivo de denunciar a violência no campo, enfrentar a concentração de terras e reafirmar a reforma agrária como um tema central para toda a sociedade brasileira.
Pedro Velasco
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