Deputado cobra informações sobre situação de atendimentos à adolescentes gestantes de Mato Grosso

Parlamentar busca saber se existem horários e dias específicos para a assistência às adolescentes e se esse atendimento é diferenciado e precisa marcar horário

Deputado cobra informações sobre situação de atendimentos à adolescentes gestantes de Mato Grosso

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou um requerimento solicitando informações e esclarecimentos, do Secretário de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, sobre a organização da rede de saúde nos municípios do estado em relação ao atendimento de adolescentes gestantes.

“Estamos apresentando esse documento cobrando informações e pedindo respostas sobre como está o planejamento da rede de saúde nos municípios em relação ao atendimento da adolescente gestante. Por exemplo, existem dias/horários específicos para atenção das adolescentes grávidas, e se esse atendimento é diferenciado ou necessita marcar horário ou a agenda é aberta? Os profissionais que atendem as adolescentes têm disponibilidade para ouvir, tirar dúvidas e prestar esclarecimentos necessários, mesmo que necessite dispender mais tempo de consulta?”, questionou.

O parlamentar também quer esclarecimentos acerca da existência de uma equipe multiprofissional, com disponibilidades, flexibilidades e sensibilidades para atender integralmente as necessidades delas, bem como acompanhamento biopsicossocial e se a Secretaria divulga informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução das incidências da gravidez na adolescência? E quais são essas ações?

“Bem como se a Secretaria de Saúde tem identificado nos casos das adolescentes grávidas quais estão em maior estado de vulnerabilidade e sobre dados de que essas adolescentes gestantes têm acesso ao BVG - Benefício Variável à Gestante”, disse.

Barranco também apontou no requerimento que dados da SES indicam que, nos últimos 4 anos, o número de crianças que nasceram de mães com idades entre 10 a 19 anos caiu 13,7%, porém, mesmo assim, o índice continua alto.

“A gravidez precoce na adolescência está diretamente relacionada a diversos fatores como educação, saúde, indicadores socioeconômicos e desigualdades territoriais/geográficas. No entanto, a desinformação sobre sexualidade responsável e planejamento familiar é um dos principais fatores de risco. A gravidez na adolescência traz mais riscos à saúde da mãe e do bebê”, finalizou.

Pedro Velasco

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