Deputado afirma que GT de Desenvolvimento Agrário encontrou diversas irregularidades em análise inicial: “Reestruturação terá de ser feita”.

À nível nacional, Barranco é o único parlamentar estadual a integrar o grupo do Desenvolvimento Agrário

Deputado afirma que GT de Desenvolvimento Agrário encontrou diversas irregularidades em análise inicial: “Reestruturação terá de ser feita”.

Marcos Melo

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) disse, durante entrevista dada a imprensa nesta quarta-feira (07), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Almt), que o Grupo Técnico (GT) de Desenvolvimento Agrário da equipe de transição do Governo Lula detectou vários problemas sérios em sua primeira análise. O parlamentar integra um dos subgrupos criados pelo GT, a equipe que debate a questão fundiária.

Barranco disse que nessa primeira fase, o documento tratou de apresentar um balanço da política agrária durante o governo Bolsonaro e apontar a estrutura organizativa necessária para a retomada de políticas ligadas à área na gestão Lula. 

“Entregamos dia 30 o primeiro relatório, e dia 11 entregaremos o final. O grupo apontou a importância da retomada do Ministério da Agricultura Familiar e da Alimentação Saudável para fortalecer a produção de alimentos e assim contribuir no combate à fome e à miséria no país. Todos os 26 membros do GT de Desenvolvimento Agrário votaram a favor desse retorno. Todos esses tópicos foram apontados no relatório inicial e serão citados no relatório final”, disse.

Outro apontamento muito importante foi o descaso do governo nacional atual para com os órgãos que tratam de regularização fundiária. “Detectamos problemas sérios de orçamento. Por exemplo, em 2014, quando eu deixei a superintendência do Incra de Mato Grosso, o Incra nacional tinha R$ 3 bilhões de orçamento ao ano, e agora em 2022 foi de R$ 750 milhões, e para 2023, o que está orçado no congresso, é de apenas R$ 150 milhões. Tudo isso terá de ser reajustado”, apontou.

Os levantamentos iniciais demonstram também uma situação de completa destruição das demais políticas voltadas para a agricultura familiar, reforma agrária e produção de alimentos.

“Para enfrentar esse quadro, também incluímos no relatório que toda a discussão sobre a nutrição, fome e alimentação possa ser transferida para esse ministério, além de apresentar a importância da reestruturação do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), além da reorientação dos trabalhos da ANATER (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural”, explicou.

Pedro Velasco

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