“Cada vida perdida no campo ecoa como um grito por justiça”, afirma deputado Valdir Barranco no lançamento do Caderno de Conflitos da CPT

Parlamentar participa de lançamento da CPT, destaca agravamento da violência no campo e reafirma posição firme ao lado dos trabalhadores rurais e povos tradicionais.

“Cada vida perdida no campo ecoa como um grito por justiça”, afirma deputado Valdir Barranco no lançamento do Caderno de Conflitos da CPT

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) participou nesta terça-feira (19) do lançamento da 40ª edição do Caderno de Conflitos no Campo Brasil 2025, produzido anualmente pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O evento reuniu lideranças sociais, representantes de entidades e trabalhadores rurais em um momento marcado por escuta, denúncia e reafirmação do compromisso com a verdade sobre a violência que ainda atinge quem vive e trabalha na terra no país.

Durante a atividade, Barranco destacou que os dados apresentados são alarmantes e exigem posicionamento firme. Mesmo com a redução no número total de conflitos — de 2.207 em 2024 para 1.593 em 2025 —, a violência contra a vida se agravou de forma significativa. O número de assassinatos dobrou, passando de 13 para 26 vítimas. Também houve aumento nos casos de trabalho escravo rural e no número de trabalhadores resgatados dessa condição.

“Não há como aceitar que, mesmo com menos conflitos registrados, a violência siga crescendo de forma tão brutal. Isso escancara que o problema é estrutural e exige coragem para enfrentar suas raízes. Não podemos normalizar o sangue derramado no campo. Cada vida perdida é uma denúncia viva contra um modelo que exclui, explora e mata. Nosso compromisso é com a justiça, com a dignidade e com a vida de quem resiste todos os dias para produzir e sobreviver”, afirmou o deputado.

Barranco também ressaltou a importância da construção coletiva na luta por direitos. Ele esteve acompanhado da professora Rosa Neide, do defensor público da União Renan Sotto Mayor, além de representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Universidade Federal de Mato Grosso, do Conselho Indigenista Missionário, do Conselho Regional de Serviço Social, da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo e de trabalhadores e trabalhadoras rurais de diversas regiões.

“Seguimos juntos, fortalecendo essa luta coletiva. Nosso mandato sempre esteve ao lado da Comissão Pastoral da Terra, dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e dos povos da terra, das águas e das florestas. Não vamos nos calar diante da violência, da injustiça e da exploração. Vamos seguir denunciando, lutando e cobrando providências para que ninguém mais seja ameaçado, perseguido ou morto por defender o direito de viver com dignidade”, reforçou.

Produzido anualmente pela Comissão Pastoral da Terra desde 1986, o relatório Conflitos no Campo Brasil é reconhecido como um dos principais instrumentos de denúncia sobre a realidade agrária no país. Mais do que um documento, representa memória, resistência e um chamado à ação para toda a sociedade na construção de um Brasil mais justo.

Pedro Velasco

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