Barranco defende o SAMU e denuncia sua extinção em MT: “não falta dinheiro, falta compromisso com a vida”

Deputado rebate argumento de corte de gastos, lembra superávit bilionário do Estado e sai em defesa dos profissionais do atendimento de urgência

Barranco defende o SAMU e denuncia sua extinção em MT: “não falta dinheiro, falta compromisso com a vida”

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) criticou com veemência a decisão do governador em exercício Otaviano Pivetta de extinguir o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Mato Grosso e transferir o atendimento pré-hospitalar ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. Para o parlamentar, a medida representa o fim de um serviço essencial e coloca vidas em risco ao desmontar uma estrutura reconhecida pela sua eficiência no atendimento de urgência.

“O que está sendo anunciado é o fim do SAMU em Mato Grosso. Estão desmontando um sistema que salva vidas todos os dias, com equipes especializadas, regulação médica e protocolos consolidados. Isso não é modernização, é um retrocesso grave que pode custar vidas”, afirmou Barranco.

O deputado também rebateu o argumento de enxugamento de gastos utilizado pelo governo estadual. “Esse discurso não se sustenta. Mato Grosso encerrou 2025 com um superávit entre R$ 12 bilhões e R$ 14 bilhões. Não falta dinheiro, o que falta é prioridade. Estão escolhendo cortar justamente naquilo que é mais essencial: a vida das pessoas”, disparou.

Barranco ainda saiu em defesa dos profissionais do SAMU e criticou as demissões recentes. “Esses trabalhadores são fundamentais para o funcionamento do sistema. São profissionais altamente capacitados, que atuam sob pressão para salvar vidas todos os dias. O que está acontecendo é um desrespeito inaceitável com quem sempre esteve na linha de frente do atendimento de urgência”, disse.

O parlamentar alertou que, com a extinção do serviço, Mato Grosso pode se tornar o único estado brasileiro sem o SAMU, modelo de atendimento móvel de urgência consolidado em todo o país e referência internacional. “É um retrocesso sem precedentes. Vamos mobilizar todas as instâncias para impedir esse desmonte e garantir que a população continue tendo acesso a um atendimento digno, rápido e qualificado”, concluiu.

Criado em 2003, o SAMU integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e atende milhões de brasileiros todos os anos, com equipes multiprofissionais e regulação médica. O serviço é decisivo para reduzir mortes em casos de infarto, AVC e acidentes graves, graças à rapidez e à qualificação do atendimento pré-hospitalar.

A estrutura do SAMU funciona de forma integrada ao SUS, articulando ambulâncias, centrais de regulação e unidades de saúde. Especialistas apontam que esse modelo é fundamental para garantir eficiência, segurança e continuidade no cuidado, fatores que ficam ameaçados com o fim do serviço em Mato Grosso.

Pedro Velasco

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