Barranco defende ação da Justiça contra terroristas de Brasília: “Não vai sobrar ninguém”
Deputado também disse ser contra CPI no Senado, assim como o presidente Lula, também contrário à criação da comissão
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) defendeu as ações da Justiça Brasileira contra os bolsonaristas terroristas que atacaram e destruíram as sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro, em Brasília, e se posicionou contrário à possibilidade de criação de uma Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) no Senado Federal para apurar o ataque, alegando que a Justiça já está atuando para punir os responsáveis.
Segundo o parlamentar, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), cobraram celeridade nas investigações e destacou que os ministros da Suprema Corte ficaram abalados com a destruição causada na Capital Federal, resultando em mais comprometimento na "caçada" aos terroristas, que participaram do ato que contesta o resultado das urnas eletrônicas e "clamam" por intervenção militar.
"O presidente da Câmara e do Senado já estiveram presentes em reuniões com a Procuradoria Geral da República para reivindicar que seja feito um trabalho célere e sério. O Supremo Tribunal Federal ficou arrasado, basta ver o choro do ministro Gilmar Mendes [...] ministro Alexandre de Moraes, Rosa Weber, todos eles estão imbuídos. Não vai escapar ninguém", disse ele nesta quinta-feira (19), em entrevista à Rádio Conti.
A fala de Barranco reforça o posicionamento do presidente da República, Lula (PT), que expôs sua opinião à Globo News na quarta-feira (18), também contrária à articulação da senadora Soraya Thronicke (União Brasil), que busca apoio para criar a CPI.
Na visão do chefe do Executivo, uma comissão no Congresso pode não ajudar e "criar uma confusão tremenda", assegurando que tudo o que pode ser investigado já é realizado pelos órgãos competentes.
Barranco afirmou que concorda com Lula, pois o Estado já tem todo o aparato necessário para identificar e punir todos os envolvidos no ataque. "O que nós temos visto é a utilização de alta tecnologia nas investigações [...]. Essa questão da bomba foi desvendada em horas, e a gente está vendo o trabalho científico que está sendo feito. O Congresso não vai ter condições de fazer esse trabalho que está sendo feito", explicou.
Presos no DF
De acordo com a Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (Seape-DF), mais de 1300 pessoas seguem presas no Distrito Federal por terem participados dos atos de vandalismo e depredação do patrimônio público. A última atualização ocorreu na terça-feira (17), às 17h (horário de MT).
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