Barranco articula comarca em Nova Bandeirantes e cartório em Boa Esperança do Norte junto ao TJMT
Deputado cobra fim da dependência judicial e denuncia dificuldades de acesso à Justiça enfrentadas por moradores da região
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) se reuniu nesta semana com o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, para tratar da ampliação da estrutura do Judiciário no norte do estado, com foco na criação da Comarca de Nova Bandeirantes e na implantação de um cartório em Boa Esperança do Norte.
Durante o encontro, o parlamentar reforçou que já apresentou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Indicação nº 396/2026, solicitando a criação e instalação da comarca em Nova Bandeirantes. Atualmente, o município está vinculado à Comarca de Nova Monte Verde, que concentra a maior parte dos processos da região.
Para Barranco, a situação demonstra um desequilíbrio estrutural que penaliza diretamente a população. “Nova Bandeirantes já responde pela maior parte da demanda judicial, mas segue sem autonomia. Isso sobrecarrega o sistema e afasta o cidadão do seu direito. Não é aceitável que uma cidade com mais de 13 mil habitantes continue dependente de uma estrutura distante e insuficiente”, afirmou.
O deputado também chamou atenção para as dificuldades logísticas enfrentadas pela população, especialmente no período chuvoso, quando as estradas se tornam praticamente intransitáveis. “Estamos falando de pessoas que enfrentam lama, atoleiros e até isolamento para buscar atendimento. Isso não é só dificuldade, é negação de direito. Quando o acesso à Justiça depende de superar barreiras como essas, o Estado está falhando com a sua população”, criticou.
Além da pauta relacionada à comarca, Barranco também apresentou ao presidente do TJMT a necessidade de implantação de um Ofício Único de Registro Extrajudicial em Boa Esperança do Norte, com circunscrição imobiliária própria, conforme previsto na legislação.
O município, emancipado recentemente e consolidado em 2025, tem apresentado forte crescimento econômico, impulsionado pelo agronegócio e pela expansão das atividades agroindustriais. Apesar disso, a ausência de um cartório próprio ainda impõe dificuldades à população.
“Boa Esperança do Norte cresce, produz e gera riqueza, mas a população ainda precisa sair da cidade para resolver questões básicas. Isso gera custo, atraso e insegurança jurídica. Desenvolvimento sem estrutura pública não se sustenta”, destacou.
Atualmente, moradores precisam se deslocar para cidades como Sorriso e Nova Ubiratã para acessar serviços cartoriais, o que compromete o acesso a direitos e o próprio dinamismo econômico local. Para Barranco, garantir a presença do Estado nessas regiões é essencial para reduzir desigualdades e assegurar cidadania.
Pedro Velasco
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