Aprovado em 1ª votação, projeto estabelece terapia assistida por animais e libera o acesso de pets a hospitais de MT
Elaborado pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT), Projeto de Lei quer permitir a visitação de animais domésticos e de estimação em hospitais privados, públicos contratados, conveniados e cadastrados no SUS de Mato Grosso
Baseada em experiências já em andamento em outros estados do país, que comprovam e mostram que o acesso de animais domésticos em ambientes hospitalares podem ajudar na recuperação e na cura de pacientes, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) criou o Projeto de Lei 164/2020 que dispõe sobre o uso da Terapia Assistida por Animais (TAA) nos hospitais públicos, contratados, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado de Mato Grosso.
Com os primeiros registros desse tipo de tratamento em 1972, a terapia assistida por animais (TAA) consiste na utilização de animais como instrumentos facilitadores de abordagem e de estabelecimento de terapias de pacientes. Reconhecida em diversos países, essa terapia é comprovadamente uma técnica útil na socialização de pessoas, na psicoterapia, em tratamentos de pacientes com necessidades especiais, bem como diminuição da ansiedade provocada por causas diversas.
“A presença de um pet no hospital ameniza as tensões de todos, tanto de pacientes, quanto de visitantes. Os pacientes que já receberam visitas de seus animais de estimação ficaram muito felizes e afirmaram que a presença dos animais realmente ajuda na recuperação”, disse Barranco.
Em seu texto, o projeto ainda visa estender sua atuação e incluir outros animais, como aves e peixes. Além de os recursos da TAA poderem ser direcionados a pessoas de diferentes faixas etárias e utilizados em instituições penais, hospitais, casas de saúde, escolas e clínicas de recuperação.
Mas esse trabalho não pode e nem deve ser realizado por qualquer equipe designada pelo hospital. É fundamental que o trabalho seja executado por uma equipe multidisciplinar com a capacidade de prescrever o método mais adequado a ser aplicado, acompanhando as atividades e o bem-estar dos animais e dos pacientes, o que irá refletir-se no benefício real da qualidade de vida dos mesmos.
“Cada hospital terá autonomia e deverá criar normas e procedimentos próprios para organizar o tempo e o local de permanência dos animais para visitação dos pacientes internados. Assim, a presença dos bichos se dará mediante a solicitação e autorização do médico responsável pelo paciente, sendo que as visitas deverão ser agendadas previamente junto à administração do hospital”, explicou o parlamentar.
Nos últimos anos, vários profissionais das áreas da saúde estão utilizando o TAA como recurso de tratamentos físicos e psíquicos. Segundo especialistas, os animais de estimação proporcionam melhoria da qualidade de vida para as pessoas, no sentido que eles trazem estados de felicidade, diminuem sentimentos de solidão e auxiliam na melhora de condições físicas e psíquicas.
“Em períodos de hospitalização prolongados esse tratamento já se confirmou muito eficaz e importante. Ele traz consigo um forte apelo à humanização, pois ajuda a descontrair o clima pesado de um ambiente hospitalar, melhora as relações interpessoais e facilita a comunicação. Por essas razões, sua prática será extremamente benéfica a todo o Sistema Único de Saúde, reduzindo, sobretudo, o período de internação dos pacientes, e acarretando efeitos colaterais positivos”, finalizou Barranco.
Pedro Velasco
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