“Programa Escola Sem Censura” vai impedir a repressão nas escolas de Mato Grosso
Proposto pelo deputado Valdir Barranco (PT), projeto valerá para o ensino público e privado

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Pensando em criar um ambiente mais livre e democrático para todos os alunos e alunas, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) criou o “Programa Escola Sem Censura”, que chega para acabar com a repressão dentro das salas de aula. Aprovado nesta quinta-feira (18), o projeto tem o objetivo de fazer com que alunos fiquem mais confortáveis em serem eles mesmos, além de "ensinar" para que os professores saibam lidar com a liberdade e a livre manifestação do pensamento dos alunos.
No texto original da PL nº 1242/2019, está descrito que é livre a manifestação do pensamento, a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, a arte e o saber, o pluralismo de ideias, a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, o respeito à liberdade e o apreço à tolerância. Além de que, no exercício de suas funções, ao professor é garantido sua livre expressão e manifestação do pensamento, sendo vedadas, em ambiente escolar, a prática de qualquer tipo de censura de natureza política, ideológica, artística, religiosa e/ou cultural no desempenho de suas atividades.
O deputado também diz que é muito importante que as nossas crianças aprendam em um ambiente sem qualquer limitação ou barreira imposta, seja pela escola ou pelo educador.
“A ofensiva autoritária que vivemos e ameaça o país tem um único interesse nesse projeto, que é mostrar apenas uma única realidade, sem questionamento dos seus absurdos cuja manutenção só é garantida com violência, repressão e falta de argumentos consistentes. E não vamos deixar que isso aconteça. Quando nossos educadores tentam ensinar para os estudantes o respeito e a consideração por toda e qualquer diversidade, seja de pensamento, de etnia, de raça e de orientação sexual, eles são acusados de doutrinação. Como se já não bastasse eles lidarem com circunstâncias adversas de falta de investimento na carreira, condições de trabalho horríveis, salários parcelados e muitas vezes até agressões físicas”, afirma.
A pluralidade e a miscigenação é uma das características mais marcantes que o Brasil tem, mas muitos governos autoritários fazem com que essa nossa maior força vire a nossa maior vergonha. E os professores que têm a vivência e o livre debate como um forma de ensino sentem isso na pele.
“O direito dos estudantes, trabalhadores e professores de debater sem censura qualquer assunto precisa ser garantido. Temos visto estudantes e professores do país inteiro clamando pela liberdade do debate. E esse debate se inicia quando o professor, que é produto de suas experiências de vida, das pessoas com quem interagiu, das ideias com as quais teve contato, dialoga com estudantes de realidades diferentes”, finaliza.
Pedro Velasco
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